Resultados do Inquérito à Satisfação dos Residentes da Região Centro

12 Nesta 8.ª edição do Inquérito à Satisfação dos Residentes na Região Centro foi ainda pedido, pela primeira vez, aos jovens entre os 21 e os 34 anos que indicassem os três principais fatores que valorizam num território para nele viverem. Entende-se que esta temática é de grande importância, uma vez que o declínio demográfico é um dos principais desafios que se impõem à Região Centro. Sendo necessário atrair novos residentes para a região, bem como reter os que já residem no Centro (evitando perdas para outros territórios), é muito relevante conhecer o que sobretudo os jovens valorizam para se fixarem nos territórios, para, em conformidade, se desenvolverem políticas eficazes de captação e retenção de pessoas. Deste modo, os dois fatores preponderantes identificados pelos jovens para se fixarem num território foram a proximidade à família e amigos (20,8%) e o acesso à saúde e educação (19,9%) (figura 13). Seguia-se a segurança (17,1%), o acesso a um emprego digno e devidamente remunerado (12,3%), um custo de vida acessível (11,7%) e a facilidade de deslocação/mobilidade (9,7%). Com menos relevância face aos restantes fatores, surgia a oferta cultural e de espaços de lazer, um ambiente favorável ao empreendedorismo e inovação e, por último, a conetividade digital. Figura 13 - Distribuição dos principais fatores que os inquiridos entre os 21 e os 34 anos valorizam num território para nele viverem em 2022 20,8% 19,9% 17,1% 12,3% 11,7% 9,7% 4,6% 3,1% 0,9% Proximidade à família e amigos Acesso a saúde e educação Segurança Emprego digno e devidamente remunerado Custo de vida acessível Facilidade de deslocação/mobilidade Oferta cultural e de espaços de lazer Ambiente favorável ao empreendedorismo e inovação Conetividade digital A dimensão territorial não introduziu diferenciação quanto aos fatores mais valorizados pelos jovens para residirem num território (figura 14). De facto, verificou- se que, independentemente de residirem em territórios do litoral ou do interior da região, os inquiridos privilegiaram o mesmo tipo de fatores (ainda que lhes atribuíssem uma ordem de importância ligeiramente diferente): proximidade à família e amigos, acesso à saúde e educação e segurança.

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