Pilar Europeu dos Direitos Sociais em números na Região Centro

Igualdade de oportunidades e acesso ao mercado de trabalho • No cômputo geral, os resultados neste domínio davam conta de uma evolução bastante positiva da Região Centro nas várias áreas de política, inclusive superando a média nacional em muitos dos indicadores de reporte, nomeadamente nos indicadores relativos ao abandono precoce de educação e formação, desigualdades de rendimento, risco de pobreza e exclusão social e respetivos indicadores agregados (excetuando aqui a taxa de risco de pobreza que, não obstante a redução sucessiva, ainda é superior à taxa nacional de 16,2%). • Apesar deste posicionamento favorável, no último ano observou-se um agravamento de alguns indicadores regionais como a taxa de jovens que não estão em emprego, formação ou educação, que subiu de 6% em 2019 para 8,8% em 2020; e a taxa de participação de adultos em ações de aprendizagem ao longo da vida, que caiu ligeiramente de 10,9% para 10,4%. • A Região Centro observava ainda, em 2019, uma diferença significativa no emprego entre homens e mulheres (7,6p.p.) e a taxa de escolarização superior para o grupo 30-34 anos baixou para 33,8%, sendo agora inferior à média nacional. Observação: uma das principais fontes de informação social é o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, que neste caso é a fonte usada para as áreas de política 3 e 4, mas a edição realizada em 2020 tem por base os rendimentos de 2019, que estavam a evoluir de forma bastante favorável, como se pode verificar. Além disso, nas dimensões relativas às condições materiais de vida e privação, o inquérito incidiu entre abril e setembro de 2020, ou seja, na fase inicial da pandemia, em que as famílias dispõem de buffers (como poupanças, empréstimos familiares, etc. ou mesmo dos apoios e prestações sociais então em vigor) que amortecem os impactos imediatos. É quando a situação de crise tende a prolongar-se que as dificuldades se agravam e os efeitos nas condições de vida e rendimento se tornam mais visíveis. As crises passadas assim o comprovaram, como também mostraram que, perante a recuperação, a sociedade demora mais tempo a mostrar resultados do que a economia.

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