Barómetro do Centro de Portugal - page 59

BARÓMETRO
CENTRO DE PORTUGAL
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59
coesão
fev 2020
Coesão Social
Distribuição do rendimento
20
Fonte
: INE, Inquérito às Despesas das Famílias (IDF) 2005/2006, 2010/2011 e 2015/2016 (dados quinquenais) e Inquérito às Condições de
Vida e Rendimento (ICOR) 2018 e 2019.
Nota:
O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento das Famílias realizado sobre rendimentos monetários de 2017 (ICOR 2018), foi o
primeiro desta série que permitiu obter estimativas regionais.
Rendimento total
: É composto pela soma do Rendimento Monetário com o Rendimento não Monetário.
Rendimento monetário líquido
: Inclui os rendimentos obtidos pelos agregados através de cada um dos seus membros provenientes do
trabalho (por conta de outrem e conta própria), de propriedade e capital, de pensões (nacionais ou provenientes do estrangeiro), de outras
transferências sociais (apoio à família, à habitação, ao desemprego, doença e invalidez, educação e formação, inclusão social) e de outras
transferências privadas (de agregados domésticos privados e outras transferências n.e.), aos quais foram deduzidos os impostos sobre o
rendimento e as contribuições para regimes de proteção social.
Rendimento não monetário
: Coincidente com a despesa não monetária, abrange o autoconsumo (bens alimentares e outros de produção
própria), o autoabastecimento (bens ou serviços obtidos sem pagamento em estabelecimento explorado pelo agregado), a autolocação
(autoavaliação do valor hipotético de renda de casa pelos agregados proprietários ou usufrutuários de alojamento gratuito), recebimentos em
géneros e salários em espécie.
Coeficiente de Gini
: Indicador de desigualdade na distribuição do rendimento que visa sintetizar num único valor a assimetria dessa
distribuição. Assume valores entre 0 (quando todos os indivíduos têm igual rendimento) e 100 (quando todo o rendimento se concentra num
único indivíduo).
Taxa de risco de pobreza
: Proporção da população cujo rendimento equivalente, após transferências sociais, se encontra abaixo da linha de
pobreza definida como 60% da mediana do rendimento por adulto equivalente.
Rendimento por adulto equivalente:
Resultado obtido pela divisão do rendimento de cada agregado pela sua dimensão em termos de
“adultos equivalentes”. “Adultos equivalentes” é uma unidade de medida da dimensão dos agregados que resulta da aplicação da escala
modificada da OCDE. Esta escala atribui um peso de 1 ao primeiro adulto de um agregado; 0,5 aos restantes adultos e 0,3 a cada criança
dentro de cada agregado. Consideram-se adultos para efeito deste cálculo os indivíduos com 14 e mais anos. A utilização desta escala permite
ter em conta as diferenças na dimensão e composição dos agregados.
Apesar de ainda permanecerem fortes assimetrias, nos últimos anos, tem-se assistido à redução das
desigualdades na distribuição do rendimento das famílias da Região Centro, uma vez que o coeficiente de
Gini tem vindo a diminuir. Em 2018, relativamente ao rendimento monetário líquido equivalente, este indicador
assumia o valor de 30,2%, na Região Centro, valor inferior à média nacional e o segundo mais baixo entre
as regiões portuguesas, após a Região Norte. Em 2014, cifrava-se nos 31,8% relativamente ao rendimento
monetário e nos 28,0% relativamente ao rendimento total, concluindo-se que os rendimentos não monetários
assumiram um importante papel na diminuição da desigualdade na distribuição do rendimento. Também
na distância entre o rendimento dos 20% da população com maiores recursos e o rendimento dos 20% da
população com recursos mais baixos, a região se posicionava abaixo da média nacional em 2018 (4,7% contra
5,2%), apresentando, conjuntamente com a Região Norte, uma distribuição dos rendimentos menos desigual do
que o país e as restantes regiões.
Nos últimos anos tem-se também assistido à tendência de diminuição da taxa de risco de pobreza. Em 2018,
na região, este indicador situava-se nos 17,3%, valor ligeiramente acima da média nacional de 17,2%, mas o
segundo mais baixo das sete regiões NUTS II do país, a seguir à Área Metropolitana de Lisboa. Em 2014, este
indicador tinha atingido os 20,1% (também acima da média do país), tendo por base apenas os rendimentos
monetários, diminuindo para os 15,4% quando se consideravam os rendimentos não monetários, que como já
referido assumem uma grande relevância na atenuação das situações de pobreza e de exclusão social.
1...,49,50,51,52,53,54,55,56,57,58 60,61,62,63,64,65,66,67
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